Coletivo
Amigos do Museu Histórico Jacinto de Sousa
Endereço: Rua Autran Moreno, 202 , Centro, 63900-105, Quixadá, CE
Estado: CE
Município:
CEP: 63900-105
Logradouro: Rua Autran Moreno
Número: 202
Complemento:
Bairro: Centro
Descrição
HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE QUIXADÁO município de Quixadá localiza-se no Sertão Central do estado do Ceará, região do semi-árido do Nordeste brasileiro.
O município originou-se de uma fazenda formada por um curral, uma casa de taipa, à beira do rio Sitiá e duas léguas de caatinga. A propriedade foi comprada pelo capitão José de Barros a Carlos de Azevedo por duzentos e cinqüenta mil réis, em 1747. José de Barros iniciou, com índios, mestiços e outros trabalhadores o processo de urbanização, construindo casa, curral, capela, dando origem às bases da futura cidade de Quixadá.
Subordinado administrativamente, por muito tempo, à Quixeramobim, Quixadá conseguiu sua autonomia política em 27 de outubro de 1870.
Com uma área de 2.059Km² e uma população estimada pelo IBGE, em 2005, de 74.793 mil habitantes, o município de Quixadá fica a 168 quilômetros de Fortaleza, capital do estado do Ceará.
Atualmente (2007), Quixadá está dividido em 13 distritos com suas vilas sedes.
Quixadá (sede) com 40.775 habitantes tem como atividade principal, o comércio, serviços e avicultura. Os servidores públicos ao lado dos comerciários, bancários, comerciantes, pequenos artesãos, formam o contingente maior da população economicamente ativa da cidade.
Porta de entrada do Sertão Central, Quixadá tornou-se um pólo que se articula com todas as outras regiões.
Destaca-se no cenário natural do país, pela privilegiada beleza harmoniosa das suas formações rochosas (monólitos) com a paisagem urbana, configurando-se como um "lugar único entre as paisagens brasileiras". Por essa razão, o seu conjunto de serrote passou a ser "patrimônio nacional" pelo IPHAN. Tem como símbolo maior a Pedra da Galinha Choca, ao lado da obra centenária de extraordinária beleza arquitetônica, o Açude do Cedro. A reserva ecológica Rachel de Queiroz na Fazenda Não Me Deixes, antiga propriedade da referida escritora. A Serra do Estevão, onde fica a Casa de Repouso São José, há décadas atrai muitas pessoas que buscam o sossego e o contato com a natureza.
Privilegiado por uma geografia que permite a prática do vôo livre, parapente, escaladas e rapel sobre os monólitos, ainda conta com as longas caminhadas, rally e bicicrós pelas trilhas que rasgam a caatinga.
Possuidor de um rico ambiente cultural, é terra dos violeiros e poetas repentistas, dos profetas das chuvas e do artesanato em bordados, papel jornal e pedra. O Santuário Mariano (localizado na Serra do Urucum) tem na sua padroeira Nossa Senhora Rainha do Sertão a força das graças que inúmeros peregrinos estão sempre buscando nas suas visitas ao local.
Na sede contamos com a casa do poeta popular Cego Aderaldo, o Museu Histórico Jacinto de Sousa, instalado em prédio de arquitetura estilo eclético, símbolo do "Quixadá Antigo". O Centro Cultural Rachel de Queiroz, onde encontramos o Chalé da Pedra, nosso referencial de patrimônio histórico, a Pedra do Cruzeiro e o Sítio da Índia.
São todas essas belezas e atrativos que colocam essa região em destaque no turismo cultural, ecológico e religioso, o que vem atraindo visitantes de diversas partes do Brasil e de outras nacionalidades.
HISTÓRICO DO ENTORNO DO MUSEU
O Museu Histórico Jacinto de Sousa está situado na Praça José Gonçalves Marques da Silva, mais conhecida por Praça da Estação, por ficar ali o prédio da Estação Ferroviária.
Esse espaço territorial, caracteriza-se por manter alguns exemplares de construção residencial e de prédios antigos como o do Museu; o conjunto da RFFSA, composto da Estação, Casa do Agente e Galpões que serviam para guardar utensílios e abrigar os trabalhadores; o antigo Hotel Nossa Senhora de Fátima; o "Monumento ao Trabalhador Livre" representado por um ferreiro em pleno labor, obra de arte histórica do artista quixadaense Jacinto de Sousa; e, ainda a casa do referido artista, onde residem familiares.
Todo esse patrimônio arquitetônico se constitui um verdadeiro complexo cultural e se transforma em atração turística do município.
HISTÓRICO DA CASA DO MUSEU
A Casa do Museu foi construída para fim residencial em 1922 por Raimundo Franklin, responsável pelos retoques finais do Monumento ao Trabalhador.
Morou nessa casa Daniel Moura, proprietário de uma usina de algodão acionada por caldeira.
Teve, como últimos moradores, a família do senhor Raimundo Coletor e Dona Naíde Ceará. Era de propriedade do Sr. Ataliba Holanda Pessoa e sua esposa, Sra. Maria Aldenora Pinheiro Holanda, de quem a Prefeitura Municipal de Quixadá adquiriu pelo valor de Cr$ 4.500.000 (quatro milhões e quinhentos mil cruzeiros) - escritura pública de compra e venda datada de 30 de dezembro de 1983, registrado no Cartório de Registros de Imóveis Comarca de Quixadá – Ceará, em 28 de março de 1984, com matrícula 20:30.
Está localizada no centro da cidade à rua Autran Moreno, 202 – Praça da Estação.
Edificação em estilo eclético simboliza o "Quixadá Antigo".
Com uma área de 593,60m², sendo 290,00m² edificada e 303,60m² livre, abriga, desde 1984, o Museu Histórico Jacinto de Sousa que, atualmente, conta com um acervo de 1.272 peças.
Compõe-se dos seguintes espaços: sala de exposições permanentes, sala de exposição temporária, reserva técnica, salas de coordenação e de reuniões, cozinha, sanitários e pátio interno.
Tombada em 14/02/2007 por Decreto Municipal Nº 007 que homologa nos termos da Lei Municipal Nº 1.727/97 o Tombamento do Patrimônio edificado que abriga o Museu Histórico Jacinto de Sousa.
HISTÓRICO DO MUSEU
O Museu Histórico Jacinto de Sousa nasceu sob a denominação de Museu Histórico de Quixadá, em 27 de outubro de 1984.
Um espaço de registro, preservação e valorização da memória cultural de Quixadá.
Foi denominado por lei municipal, em 2000, de Museu Histórico Jacinto de Sousa em homenagem ao grande artista quixadaense.
De natureza pública municipal é vinculado à Fundação Cultural de Quixadá.
O ato de criação oficial só se deu em 9 de novembro de 2006, pela Lei Municipal nº. 2.266.
O acervo de 1.272 peças é composto de: utensílios domésticos e mobiliários; história em maquete, fotografias, documentos e objetos; arte sacra; imagem, som e comunicação; produção cultural; indumentária; fósseis e outros.
O acervo está organizado, de forma temática, em exposição permanente e em reserva técnica.
Funciona de terça à sexta, de 8 ás 17 horas, e aos sábados e domingos, de 8 às 12 horas.
O quadro de funcionários consta de quatro escriturários, dois auxiliares de serviços e uma coordenadora.
A EXPOSIÇÃO será dividida em 07 temas:
o COTIDIANO DE QUIXADÁ
o CEGO ADERALDO
o CASTELO BRANCO
o ARTE SACRA
o POLÍTICA E MEMÓRIA
o PERSONALIDADES HITÓRICAS
o QUIXADÁ ANTIGO
SALA 01 - COTIDIANO DE QUIXADÁ
Esta sala contempla alguns elementos que representam Quixadá antigo e rural. São objetos em ferro, barro, porcelana e couro, datados dos séculos XVIII, XIX e XX. Alguns foram confeccionados por escravos como telhas e tijolos datados de 1800 e 1830, respectivamente, sendo que este último, pertenceu a fazenda Santa Maria. Outros artigos significativos como a chave da citada fazenda, do ano de 1800; pregos usados na construção da cadeia pública do município, datados de 1890; o primeiro sino de mão da escola José Jucá, fundada em 1923.
Há objetos que representam a agricultura e pecuária da região tão marcada pelas secas. Há um gancho que, acoplado a uma vara, era usado para assar mandacaru, chique-chique, palma para alimentar os bovinos. Bridas e estribos usados em cavalos, um meio de transporte tão essencial e talvez o único disponível na época antiga.
Os artigos que representam as casas de fazenda de Quixadá são: caldeirões de variados tamanhos, datados do final do século XIX e início do XX, onde era feito o alimento para muitas pessoas; um moinho para moer café e milho; conjunto de porcelana usado para servir café e chá para as visitas ilustres dos fazendeiros.
Alguns objetos conservam a lembrança de pessoas trabalhadoras da época, como um afiador de navalhas que pertenceu ao senhor Alencar e Silva, uma tesoura, datada de 1910, que pertenceu a uma das primeiras costureiras de Quixadá, uma balança com bandeja que, por 40 anos, foi usada no comércio do senhor Ivo Holanda.
Outros objetos como lampiões e lamparinas, meios de iluminação das noites nas casas e fazendas antigas; ferro à brasa, bastante pesado, usado para passar as roupas; chaleira em ferro maciço, onde era feito saborosos cafés.
SALA 02 - CEGO ADERALDO
Aderaldo Ferreira de Araújo nasceu no dia 24 de junho de 1878, em Crato-CE, filho de Joaquim Rufino de Araújo, alfaiate, e Dona Maria Olímpia de Araújo. Aos dois de idade mudou-se para Quixadá, juntamente com sua família, e nesta cidade, Aderaldo foi aprendiz de carpinteiro, empregado de hotel e trabalhador na forja de ferreiro. Aos dezoito anos perdeu o pai, no dia 10 de março de 1896, e no dia 25 do mesmo mês e ano, ele perdeu a visão. Sofreu muito, angustiava-se por estar cego e não ter como trabalhar para sustentar a si e á sua mãe, e não queria pedir esmola. Até que, segundo sua palavras “uma noite sonhei cantando:
Oh! Santo de Canindé!
Que Deus te deus cinco chagas,
Fazei com que este povo
Para mim faças as pagas;
Uma sucedida às outras
Como o mar saltando vagas!”
E entendeu que seu destino era cantar. Ganhou de presente um cavaquinho e com os incentivos de sua mãe começou a praticar a suas música e a sair pelas redondezas. Nesse início da carreira do Cego Aderaldo, sua mãe falece e ele não tem dinheiro para fazer um enterro. Num momento extremo de tristeza, ele se obriga a cantar para um grupo de pessoas bêbadas, para ganhar alguns dinheiro para sepultar sua mãe dignamente.
Cego Aderaldo começou catando por uma ou duas horas, cada apresentação. Por volta de 1906, já era um cantador de três noites, segundo suas palavras. Cantou em Baturité, Canindé, Crato, Fortaleza, Ubajara, Viçosa. Em Varzinha-PI, em 1916, o Cego fez história, quando se encontrou com Zé Pretinho e deu-se a famosa Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho.
Na seca de 1915, em Quixadá, Cego Aderaldo se entristece muito por presenciar tamanha situação de miséria e resolve ir para a Região Norte: Pará e Amazonas. Em Belém, ele conhece o índio Azuplin e com este canta sua tristeza por ter saído do Ceará.
Retorna ao Ceará e vê seu estado verde e muito bonito e decide não mais se afastar se sua terra. Vai a Juazeiro do Norte para tocar e visitar Pe. Cícero, que o recebe com um abraço e isto deixa Cego Aderaldo muito honrado. Aderaldo também teve encontro Lampião, mesmo tendo algum receio, confiava no seu dom de cantoria para amansar o Cangaceiro. Fez músicas em homenagem a Pe. Cícero e a Lampião.
De 1923 a 1931, Cego Aderaldo viajou muito pelos sertões. Nesse período, já bastante famoso e reconhecido pelo seu talento de repentista, ele resolve traçar um plano diferente na sua carreira, compra um gramofone (espécie de tocador de discos) que despertava muita curiosidade e até medo nas pessoas, porque era uma novidade. E, assim, ele ia animando as fazendas, povoados e sertões. Em 1933, decidiu também ser exibidor de cinema. Nesse tempo, já podia se dá ao luxo de fazer cantorias bem pagas e de se apresentar com cantadores de categoria.
Por volta de 1942, instala-se em Fortaleza e resolve abrir uma bodega, onde todos compravam fiado, Cego Aderaldo só não foi à falência porque a cantoria o salvava. A partir desse momento percebeu que seu destino era ser repentista e cantador, e seu trabalho era fazer cantorias.
Ele criou 26 meninos que foram seus acompanhantes. Faleceu em 29 de junho de 1967.
Na Sala Cego Aderaldo, no Museu Histórico Jacinto de Sousa consta alguns objetos como: várias fotografias de momentos da vida do cantador, e de pessoas que fizeram parte de sua história, como Mário Aderaldo, um de seus filhos adotivos; há um exemplar da 1ª edição do livro auto-biográfico Eu Sou Cego Aderaldo; um quadro de Cego Aderaldo, pintado pelo artista Jacinto de Sousa; recortes de jornais sobre história do famoso repentista; um baú de madeira e couro e o objeto mais simbólico de sua história, o violão de Cego Aderaldo que foi doado ao museu por Mário Aderaldo.
SALA 03 - CASTELO BRANCO
ORIGEM
Humberto de Alencar Castelo Branco nasceu no dia 20 de setembro de 1900, em Messejana – Fortaleza-CE. Era filho do General do Exército Cândido Borges Castelo Branco e Antonieta de Alencar Castelo Branco, teve cinco irmãos.
VIDA ESCOLAR
Castelo Branco viveu boa parte da infância nos arredores de Messejana. Iniciou seus estudos primários nos Colégios São Rafael e Imaculada Conceição. Em 1913 foi estudar na Escola Militar de Porto Alegre, destacando-se como aluno exemplar. Estudou ainda na Escola Realengo do Rio de Janeiro. Após concluir o curso, foi convidado a cursar a Escola Superior de Guerra na França. Regressando ao Brasil, foi designado como instrutor da escola Militar. Mais tarde foi cursar a Escola do Estado Maior do Exército Americano - Fort Leavenworth, nos Estados Unidos.
CARREIRA MILITAR
A carreira Militar de Castelo Branco iniciou em 1918, sendo declarado aspirante em 1921 e General em 1962. Foi promovido a Marechal e transferido para a reserva dias antes de assumir a Presidência da república em 1963. Castelo Branco era considerado um Militar de alta Formação, fez todos os cursos superiores do exército. No Brasil, exerceu entre outros cargos o de comandante do IV Exército da Região Militar da Amazônia e Chefe do Estado Maior do exército. Ainda teve participação na Segunda Guerra Mundial como Oficial de Operações da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, que combateu na Itália.
O GOLPE MILITAR E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Castelo Branco definiu a intenção do Movimento de 64 como “restauração da legalidade: restabelecimento da federação, eliminar o desenvolvimento do plano comunista de posse do poder, defender as instituições militares”. Com o sucesso do movimento, o Marechal tornou-se o vigésimo Presidente da República, eleito pelo Congresso nacional, em 11 de abril de 1964 e governou até 1967.
Durante o governo de 3 anos o Presidente Castelo Branco proporcionou algumas mudanças: alteração da instituição jurídico-administrativo do país; aprovação de inúmeras leis, dentre as quais, reformas bancária, agrária, tributária e eleitoral, da imprensa e segurança nacional. No plano econômico-financeiro, criou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, organizou o Conselho Monetário Nacional do Banco Central, criou o INPS. Não obteve muito êxito no combate à inflação. O ex-ministro Roberto Campos definiu assim a postura de Castelo Branco à frente do país: foi mais liberal do que queriam os duros, mais justo do que queriam os radicais, mais eficaz do que amado. Fez política como um estadista e não como político.
O ACIDENTE
O ex-presidente veio a Quixadá no dia 17 de julho de 1967, com o objetivo de visitar a amiga, a escritora Rachel de Queiroz. Ele partiu de Fortaleza por via férrea, num “trolley, chegou na cidade no final do dia e se hospedou na Casa de Repouso São José, no distrito de Dom Mauricio. Na manhã seguinte, no dia 18 de julho, visitou Rachel de Queiroz na Fazenda Não Me Deixes. O Marechal retornou à Fortaleza numa aeronave, já na área dessa cidade, a aeronave que o transportava colidiu com um jato da Base Aérea de Fortaleza. O acidente levou ao falecimento o ex- presidente Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.
SALA 04 – ARTE SACRA
Os objetos desta sala representam um pouco da história da igreja católica de Quixadá
• Sino que pertenceu a igreja de São Francisco.
• Sacrário que pertenceu a antiga Igreja Matriz, hoje Igreja do Sagrado Coração de Jesus.
• Santuário confeccionado pelo carpinteiro José dos Santos e que pertenceu a capela Nossa Senhora do Carmo do cemitério de Quixadá (1950).
• Missal romano escrito em latim pertenceu ao vigário de Quixadá no de 1856.
• Novo Testamento traduzido em português – original grego (1878).
• Segundo catecismo da doutrina cristã (1930)
Destaca-se nessa sala o Cristo Crucificado esculpido pelo artista quixadaense Jacinto de Sousa, patrono deste museu.
SALA 05 – POLÍTICA E MEMÓRIA
Vários elementos rememoram a história de Quixadá, através da imagem, do som, da comunicação visual e escrita, em diferentes temas e épocas. Fotografias, pôsteres, livros manuscritos e impressos, antigos aparelhos sonoros, fotográficos, de cinema e de impressão mostram e relembram pessoas, música, cinema, esporte e política em Quixadá.
MEMÓRIA ADOLFO LOPES - Conhecido como Mestre Adolfo, famoso mecânico de Quixadá, superou a deficiência visual realizando trabalhos com excelência. Além de mecânico, dirigia o serviço de alto falante Sólon Magalhães. Neste espaço, o microfone e o alto falante, datados de 1940, representam um pouco de sua vida.
ALIANÇA ARTÍSTICA E PROLETÁRIA - Associação fundada em 19 de junho de 1921 , com o propósito de defender a classe operária. Perdurou até a década de 1960. Além da valorização do trabalhador, a Aliança Artística e Proletária de Quixadá patrocinava ações voltadas para educação, cultura e patrimônio de Quixadá. A edificação do Monumento ao Trabalhador Livre, na Praça da Estação foi uma das iniciativas do grupo.
O acervo referente à Aliança concerne em fotografias com os membros fundadores, na década de 1920, e em momentos de reunião no ano 1965; e documentos manuscritos e impressos, como o livro de ata e o estatuto.
ESCRAVOS – objetos relembram a história dos escravos em Quixadá. Tijolos e telhas fabricados por escravos, no século XIX, eram usados na construção das casas de fazenda. Maquete da Fazenda Califórnia - casa construída no século XIX no formato “H”, onde havia um porão para os escravos. O livro de registro dos escravos de Quixadá, de 1874, apresenta uma lista descritiva de pessoas que seriam libertadas pelo fundo de emancipação. Uma corrente usada para aprisionar os escravos e um alicate usado na extração de dentes demonstram a dor e a tortura como essas pessoas eram tratadas.
SALA 06 – GALERIA DE PERSONALIDADES HITÓRICAS
Esta galeria é composta de personalidades que tiveram um papel de relevância, em diferentes épocas, no contesto nacional.
A NÍVEL LOCAL:
O escritor quixadaense Jáder de Carvalho “polêmico, contraditório, romântico, panfletário. Os objetivos não dão conta do homem Jáder de Carvalho. Nele, conviviam o poeta lírico e o romancista revolucionário, o advogado de causas perdidas e o jornalista demolidor. Uma história marcada por brigas e abraços largos. Tiros e poemas. Delicadezas e prisões”.
A escritora Rachel de Queiroz que nasceu em Fortaleza, mas adotou Quixadá como sua terra. Foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Autora de vários livros, dentre os quais destacamos O Quinze que retrata a maior seca que assolou o nordeste brasileiro.
O primeiro Juiz da Comarca de Quixadá Dr. Adolfo Siqueira Cavalcante (tomou posse em 1890).
A NÍVEL ESTADUAL
O Presidente da Província do Ceará e Governadores do Estado do Ceará.
A NÍVEL NACIONAL
Juarez Fernandes Távora (cearense) Ministro da Aviação e Obras
Públicas.
Dom Pedro II – Imperador do Brasil.
SALA 07 - QUIXADÁ ANTIGO
Compõem esta sala, quarenta imagens que representam a Quixadá antiga, e sete maquetes confeccionadas por Júlio César e Osmar Henrique, em outubro de 2005.
Maquetes
As maquetes reconstituem prédios que continuam erguidos e outros que já foram demolidos, conforme se observa na descrição a seguir:
1 Sítio Quixadá – a casa de José de Barros, Curral e capela, primeiras construções da área edificadas às margens do rio Sitiá.
2 Fazenda Califórnia – construída no século XIX, no formato de H, tinha porões onde os escravos eram presos. A fazenda possuía 52 portas e 23 janelas.
3 Estação Ferroviária – inaugurada pelo general Clarindo de Queiroz, em 1891. ao lado da estação tinha um bondinho que fazia o percurso Estação ao Açude Cedro, era puxado por dois animais e funcionou até o ano de 1932.
4 Trechos das Ruas Basílio Pinto e Tabelião Enéas – antigas Joaquim Nabuco e João Pessoa, respectivamente. Na esquina funcionava a Casa Soares, em seguida, o Prédio da Aliança Artística e Proletária, vizinho a esta, a casa do Sr. Paracampos, em seguida as Lojas Pernambucanas e, por último, a Casa e Padaria do Sr. Neo. Na Rua Basílio Pinto nota-se os trilhos do bondinho.
5 Antigo Prédio da Prefeitura Municipal de Quixadá – construído em 1896, na gestão do Prefeito Dr. Alfredo Teixeira Mendes e demolido em 1963, na gestão do prefeito José Baquit.
6 Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão Central – FECLESC
7 Praça José de Barros –leve o nome do fundador de Quixadá. Em 1993, a praça passou por uma reestruturação.
Fotografias
As fotografias registram diferentes períodos da cidade de Quixadá, que vão do final do Século XIX ao final Século XX. São fotos que trazem imagens de pontos da cidade como o Açude do Cedro em diferentes momentos:
1 Foto - Canteiro de obras do Açude do Cedro (1884 – 1906);
2 Foto - Túnel do Açude do Cedro (1884 – 1906);
3 Foto - 1924 – primeira sangria Açude do Cedro;
4 Foto - 1928 – Vista da parede do Açude, observa-se que os pilares ainda não tinham a corrente de proteção. (Foto de Jacinto de Sousa).
Como a inauguração da Estação Ferroviária de Quixadá, no ano de 1891:
1 Foto - 1891 – Primeira composição de passageiros chegando a Estação de Quixadá, da qual fazia parte a comitiva do General Clarindo de Queiroz, Governador da Província, para a inauguração oficial da Estação, em 07 de setembro de 1891.
Outras fotografias registram personalidades de Quixadá que ajudaram a construir a história da cidade, ou do Brasil:
2 Foto - Dr. Batista de Queiroz, conceituado e médico quixadaense;
3 Foto - Coronel Nanam, nascido em 01/02/1841 e falecido em 26/04/1920, foi um dos primeiros libertadores de escravos do município em sua Fazenda Olivença, antiga Menescal;
4 Foto - 1920 – Grupo de membros fundadores da Aliança Artística e Proletária de Quixadá;
5 Foto - 1930 – Presidente Getúlio Vargas em visita a Quixadá.
E, ainda, relevantes momentos de Quixadá sob a ótica da câmera de fotógrafos como Jacinto de Sousa e Jaime Leite.
1 Foto - 07/09/1922 – Inauguração do Monumento ao Trabalhador, erigido na Praça José Marques da Silva, antiga Nogueira Acioli, por integrantes da Aliança Artística e Proletária de Quixadá, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. O monumento foi feito pelo artista quixadaense Jacinto de Sousa.
2 Foto – 1915 – Flagelados da seca de 1915, possivelmente aguardando a distribuição de alimentos.
3 Foto - Pouso do hidroavião no Açude do Cedro.
4 Foto - 1930 – Desfile do Batalhão do Tiro de Guerra, momento antes do embarque para Fortaleza para juntar-se às outras tropas para participar da Revolução de 30.
5 Foto - 24/06/1934 – Celebração da missa de inauguração da cruz, na Pedra do Cruzeiro.
6 Foto - 1978 – lançamento da Pedra Fundamental da Faculdade de Quixadá.
Vídeos
Galeria





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